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Há felicidade neste mundo?
Texto Eduardo Santos | Opinião | 16/07/2017 | 08:28
Todos os anos as Nações Unidas fazem uma lista onde são elencados os países mais felizes do mundo. Neste caso, o conceito de felicidade é atribuído de acordo com a qualidade de vida das pessoas, ou seja, onde se vive melhor

A Noruega lidera, em 2017, o ranking do país mais feliz do mundo, segundo o Índice de Felicidade, realizado pelas Nações Unidas (ONU). Esta posição é a primeira desde o início do levantamento, em 2012, tendo o país derrotado a Dinamarca, que já ficou no topo em três das cinco edições.

O jornalista britânico Michael Booth decidiu investigar e recolher dados de como vivem os noruegueses. No seu livro intitulado «Gente casi perfecta», faz um retrato acerca dos países escandinavos e como os seus habitantes podem não ser tão felizes ou tão perfeitos como imaginamos. Nos dados que recolhe, «um terço dos noruegueses em idade de trabalhar não faz absolutamente nada. Mais de um milhão vive do dinheiro do Estado, a maioria é pensionista», escreve.

 

Que motivo leva os noruegueses a serem tão felizes? Nas viagens que fez pela península escandinava e que documenta no seu livro, o jornalista considera que os noruegueses têm muitos motivos para serem felizes: «são muito ricos, não trabalham muito, não estão perturbados com guerras ou desastres naturais, têm liberdade e democracia, saúde e educação gratuita, uma grande estabilidade e têm níveis de confiança mútua relativamente altos para o governo e instituições», explica.

Michael considera ainda que uma das principais razões que explicam a actual admiração em relação aos países escandinavos deve-se ao choque económico global de 2008, que terminou numa profunda crise das nações europeias mediterrânicas, como é o caso de Espanha.

 

A que se deve esse bem-estar? Essencialmente ao petróleo. “É possivelmente a maior realização individual da Noruega moderna: (…) um modelo de responsabilidade fiscal responsável” afirma.

Em 1969, a Noruega alterou a sua posição económica quando foram descobertas, em territórios noruegueses, reservas de petróleo no mar do Norte. Rapidamente o país tornou-se numa das nações mais ricas do mundo, registando, em 2016, um PIB per-capita de 64 mil euros, apenas superado por Suíça e Luxemburgo.

 

Michael Booth dá os tópicos todos. Eu apenas acentuaria, para além do petróleo que originou esta riqueza, «os níveis de confiança mútua relativamente altos para o governo e instituições». A ilação que poderemos tirar desta constatação é simples: Tem havido por parte dos políticos e instituições norueguesas ao longo de décadas um cumprimento correcto dos seus deveres, com uma gestão cuidadosa da coisa pública e que tem permitido atingir esse grau de satisfação. É exactamente o contrário da forma como a maioria dos países europeus têm agido, com destaque para Portugal. Afinal a felicidade dos noruegueses não tem segredo nenhum; os políticos e instituições de outros países é que não lhe seguem o exemplo.

Mas para nós, cristãos, a felicidade não pode ser unicamente material, deve ir mais além e obtê-la através das boas obras, do amor ao outro, desta forma traçamos o caminho para uma vida melhor.

 

 

 

 

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