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Grécia
Aumentam casos de depressão entre menores refugiados
Texto F.P. | Foto Lusa | 17/03/2017 | 07:02
As condições «degradantes» em que vivem as cerca de 5.000 crianças refugiadas e imigrantes nas ilhas gregas estão a «minar» a saúde mental destes menores, denuncia a organização Save the Children
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O número de casos de lesões, agressões, ansiedade e depressão entre os menores refugiados que se encontram isolados nas ilhas gregas em consequência do acordo migratória entre a União Europeia e a Turquia, está a registar um aumento preocupante, segundo o mais recente relatório da organização não governamental Save the Children.

De acordo com o documento, as «condições degradantes» em que se encontram estas crianças, «estão a minar a saúde mental e o bem estar» dos mais de 5.000 menores que vivem em «centros semelhantes aos de detenção».

Dados recolhidos pelos técnicos da Save the Children indicam que há crianças de 12 anos a tentar suicidar-se porque viram outros menores a fazer o mesmo, e que tem vindo a subir o alcoolismo e a dependência de drogas entre os adolescentes que vivem em campos de refugiados e que tentam escapar assim da dolorosa realidade.

Os funcionários da organização no terreno presenciaram ainda a deterioração alarmante da saúde mental das crianças, o que faz temer que uma geração de jovens esteja a desenvolver transtornos a longo prazo, como a depressão, a ansiedade pela separação, o stress pós-traumático.

Para os responsáveis da Save the Children, muitas destas crianças escaparam da guerra e dos conflitos para terminar em campos que a maioria chama de «inferno» e onde grande parte deles diz sentir-se mais como animais do que como seres humanos.
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