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Estado Islâmico cobra taxas na Líbia
Texto F.P. | Foto Lusa | 30/05/2016 | 15:08
Número de combatentes do grupo extremista está a aumentar no país. Representante das Nações Unidas alerta para a tentativa do movimento em controlar a produção de petróleo
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O chefe da Missão das Nações Unidas na Líbia, Martin Kobler, alertou este fim de semana, numa entrevista a um jornal francês, que o número de combatentes do Estado Islâmico (EI) está a aumentar, sobretudo no sul da Líbia, e a estabelecer contactos com outros grupos jihadistas que podem ter consequências nefastas para toda a região.

«Estão a propagar-se e a radicar-se no sul, na fronteira com o Níger e o Tchad. Manifestamente, querem apoderar-se do petróleo, não só para controlar a produção, mas para levar o país a um desastre económico», afirmou o responsável.

Segundo Kobler, os elementos do EI estão a cobrar taxas aos deslocados, em Sirtes, e a aproveitar-se do tráfico de seres humanos. «Há milícias que raptam e vendem os seus reféns» ao grupo, disse o representante da ONU, adiantando haver suspeitas de ligações do EI ao movimento nigeriano Boko Haram, assim como a outros grupos jihadistas.

«A expansão para o sul da Líbia é um sinal da procura de ligações. Isto tem de ser parado rapidamente», advertiu Martin Kobler, alertando para as eventuais consequências de um grande desenvolvimento desta organização terrorista na região.
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