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Discriminação
Ataques a pessoas com albinismo no Malawi
Texto Francisco Pedro | Foto J.J. Hoefnagel | 03/05/2016 | 07:04
Relatora especial das Nações Unidas visitou o país e ficou preocupada com os problemas de discriminação, que incluem assassinatos, desmembramentos e sequestros de albinos
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As pessoas com albinismo e os pais das crianças que sofrem deste transtorno genético no Malawi vivem em constante sobressalto, com medo de ataques, um problema que pode degenerar numa crise de grandes proporções, alertou a relatora especial da ONU, Ikponwosa Ero, depois de uma visita ao país.

«É muito perturbador observar o frequente envolvimento de parentes mais próximos [nos ataques], pelo que os albinos não podem confiar sequer nos que supostamente deveriam cuidar deles e protegê-los», afirmou a responsável, adiantando que a situação de discriminação leva estas pessoas a viver num clima de medo e de pobreza.

Segundo dados recolhidos por Ero, junto das autoridades policiais, foram registados 65 ataques a albinos desde 2014, e pelo menos dois incidentes graves ocorreram durante a sua visita ao Malawi. Estes crimes incluem assassinatos, desmembramentos e sequestros, cometidos ao abrigo da crença que estas pessoas têm poderes especiais.

Neste sentido, a relatora da ONU aponta para a necessidade do reforço da sensibilização para acabar com as superstições e as feitiçarias, que continuam muito em voga no país, apesar de ser um tema considerado tabu.
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