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«O maior desafio é ser Bambaran»
Texto Bernard Obiero | Foto Bernard Obiero | 02/05/2016 | 07:02
Responsáveis pelo Centro de Acolhimento de crianças em risco em Bissau, na Guiné-Bissau, agradecem o apoio prestado pelos Missionários da Consolata, através da campanha de angariação de fundos «Crianças Irã»
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«Seja bem-vindo lele, seja bem-vindo lala, paz e bem para você que vem nos visitar». Foi assim que fui recebido pelas crianças do Centro de Acolhimento Bambaran em Bissau, na Guiné-Bissau, num dia de muito calor. Não só o calor do sol africano, mas também o calor humano das crianças.

O gestor da casa, Pinto António, agradeceu imenso os missionários e amigos da Consolata pelo o dinheiro que foi angariado para ajudar a instituição, que neste momento acolhe 50 crianças necessitadas. «Nós agradecemos imenso pelo vosso apoio. Estas crianças vivem da ajuda das pessoas de boa vontade como vocês. Tentamos de dar tudo aquilo que precisam, não luxo, mas o essencial, que nem sempre têm nas suas casas», acrescentou.

O dinheiro angariado em Portugal através da campanha «Crianças Irã» vai ajudar muito na parte de alimentação. Algumas das crianças que chegam à casa Bambaran estão desnutridas, e por isso precisam duma alimentação acelerada para recuperar. Outras áreas que sempre precisam de apoio são a saúde e a educação dos menores, até aos 14 anos.

A diretora da casa, irmã Laura Aguilar, que está no cargo há quatro meses, disse que o maior desafio é poder responder às necessidades das crianças que chegam com diferentes problemas - algumas doentes, outras órfãos e outras que foram vítimas de violência. «É difícil saber responder a cada criança. O maior desafio é ser Bambaran», explicou a religiosa do Instituto de Santa Mariana de Jesus. 

O Centro Bambaran foi inaugurado em 2011, para acolher e oferecer proteção às crianças em situação de risco. Bambaran, em crioulo, significa o pano usado pelas mães para carregarem os filhos às costas. O ano passado, os Missionários da Consolata criaram o projeto «Crianças Irã» para ajudar a cuidar destas crianças abandonadas. 
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