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Amnistia denuncia expulsões ilegais de refugiados
Texto Francisco Pedro | Foto Lusa | 02/04/2016 | 07:02
Organização de defesa dos direitos humanos afirma que os repatriamentos forçados de refugiados sírios, a partir da Turquia, revelam «falhas fatais» no acordo entre aquele país e a União Europeia
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A Amnistia Internacional (AI) recolheu vários testemunhos nas províncias fronteiriças do sul da Turquia e concluiu que as autoridades turcas estão a deter e a expulsar cerca de uma centena de refugiados sírios por dia, desde meados de janeiro. Este tipo de atuação revela, segundo a organização, as «falhas fatais» do acordo entre aquele país e a União Europeia (UE).

«No desespero para fecharem as suas fronteiras, os líderes da UE ignoraram deliberadamente os factos mais simples: a Turquia não é um país seguro para os refugiados sírios, e a cada dia torna-se cada vez menos seguro», afirmou, em comunicado, o diretor da AI para a Europa e Ásia central, Jonh Dalhuisen.

De acordo com o responsável, «as devoluções de refugiados sírios em grande escala que temos documentado mostram os defeitos do acordo entre a UE e a Turquia». «Para aplicar esse acordo, há que ter coração de pedra e um absoluto desprezo pelo direito internacional».

«Parece altamente provável que, entre as últimas sete ou nove semanas, a Turquia tenha devolvido à Síria milhares de pessoas refugiadas. Se o acordo prosseguir segundo o previsto, existe um risco real de que algumas das pessoas que a UE devolva à Turquia tenham a mesma sorte», sublinhou Dalhuisen.
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