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Papa: «Trabalho não é escravidão»
Texto Francisco Pedro | Foto Lusa | 12/08/2015 | 10:40
Pontífice considera que, à imagem de Deus, também o homem e a mulher não devem ser escravos do trabalho. E alerta para os milhões de pessoas que são escravizadas, o que é «contra a dignidade da pessoa humana»
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O Papa Francisco deu início a um novo ciclo de catequeses relacionado com a família, esta quarta-feira, 12 de agosto, através do qual se propõe refletir sobre três dimensões que fazem parte do ritmo da vida familiar: a festa, o trabalho e a oração. Para o Pontífice, ninguém deve ser «escravo do trabalho», muito menos os milhões de homens, mulheres e crianças que são escravizados e privados da sua dignidade.

O homem e a mulher «são feitos à imagem de Deus, o qual não é escravo do trabalho, mas Senhor. Portanto, também nós não devemos ser escravos do trabalho, mas ‘senhores’. Há um mandamento para isso, um mandamento que envolve a todos, ninguém fica de fora! Porém, sabemos que existem milhões de homens e mulheres e até mesmo crianças que são escravos do trabalho. Isso vai contra Deus e contra a dignidade da pessoa humana», sublinhou o Papa, na Sala Paulo VI, no Vaticano.

Para Francisco, a obsessão pelo lucro e a eficiência do modelo tecnocrático põem em risco os ritmos humanos da vida e tentam «abocanhar» a festa, que deve ser um tempo «para olhar os filhos e os netos», ver «a casa, os amigos, a comunidade, e pensar: que coisa boa! Deus fez assim». «O tempo de repouso, sobretudo aquele dominical, é destinado a nós para que possamos usufruir daquilo que não se produz e não se consome, não se compra e não se vende», sublinhou.

«A cobiça do consumo, que traz com ela o desperdício, é um vírus terrível que, entre outras coisas, nos faz ficar, no final, mais cansados do que antes. É nocivo ao verdadeiro trabalho e consome a vida. Os ritmos desregulados da festa fazem vítimas, frequentemente os jovens”, alertou o Pontífice, pedindo aos cristãos que não estraguem a festa da vida, pois é «um precioso presente de Deus à família humana».
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