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Desigualdades sociais
Mortes por desnutrição aumentam na Argentina
Texto Juliana Batista | Foto Lusa | 15/02/2015 | 07:03
O número de mortes causadas pela desnutrição está a aumentar na Argentina, denuncia o bispo Jorge Lozano
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Jorge Lozano, responsável pela Comissão para a Pastoral Social da Conferência Episcopal da Argentina, denunciou que «existem situações de desnutrição infantil em várias partes do país» e acusou o governo de «manipular as estatísticas para não enfrentar a realidade».

A desnutrição não é um fenómeno novo na Argentina. Contudo, em 2013, segundo informações a que a agência Fides teve acesso, o diagnóstico de «desnutrição» foi mudado para o de «abaixo do peso». Além disso, aumentou o número de crianças excluídas do controlo médico e, por isso, dos dados oficiais.

 

Nos últimos dias, na província de Salta duas crianças morreram devido à desnutrição, informaram os meios de comunicação locais. A imprensa nacional acusa o governo de se silenciar porque, no último ano, houve casos denunciados de morte por desnutrição, mas não reconhecidos como tais. Dados oficiais indicam que em Salta existem cerca 106 mil crianças sob controlo nutricional, e dessas cerca de 1.900 estão abaixo do nível normal.

 

Em declarações ao jornal «El Tribuno» de Salta, Jorge Lozano comentou os últimos óbitos na província. «Esta situação, por vezes, torna-se pública, mas outras permanece escondida ou parecem mortes ocorridas por doença, mas são sempre óbitos relacionados com a pobreza ou falta de alimentação», disse o prelado. Entre as diferentes causas para o problema, está, realçou o prelado, «o crescimento económico concentrado nas mãos de poucos, que acaba por encher somente o bolso de poucos».

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