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Milhares de crianças lutam em conflitos armados
Texto Juliana Batista | Foto Lusa | 13/02/2015 | 08:37
No Dia Contra o Uso de Crianças-Soldado, Martin Kobler condenou o uso de «milhares de menores por grupos armados»
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Martin Kobler, chefe da Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO) condenou a utilização de «milhares de menores por grupos armados que estão a atuar no país», na quinta-feira, 12 de fevereiro, data em que se assinalou o Dia Internacional Contra o Uso de Crianças-Soldado. O responsável saudou, no entanto, o governo congolês pela adoção, em 2012, de um plano de ação contra o recrutamento de crianças para lutar nos conflitos armados.

Na sua mensagem, citada pela Rádio ONU, Martin Kobler realçou que «300 mil menores estão a atuar como soldados em 30 confrontos pelo mundo», sublinhando que o lugar das crianças «é na escola e não nos campos de batalha».

Num outro país africano, o Sudão do Sul, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) celebrou a libertação de 300 crianças que combatiam no conflito. Os menores entregaram as suas armas e os seus uniformes numa cerimónia no estado de Jonglei. A agência da ONU destacou que muitos menores estiveram a lutar no conflito durante quatro anos e agora tentam reintegrar-se na sociedade. Cerca de 180 menores já estão junto das suas famílias e outros 70 estão sob os cuidados da UNICEF, enquanto aguardam a reunificação.

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