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Fátima
Evento contou com a participação dos formandos do Curso de Missiologia
«A fé do povo timorense é impressionante»
Texto Juliana Batista | Foto DR | 27/08/2014 | 15:11
O fotojornalista da agência Lusa António Cotrim esteve no Museu de Arte Sacra e Etnologia, em Fátima, para conversar sobre Timor-Leste. Aos presentes, o profissional que esteve naquele país disse ter ficado impressionado com a fé daquele povo
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A fé do povo timorense deixou o fotojornalista da agência Lusa António Cotrim impressionado. O profissional esteve naquele país em 2002, 2007 e 2009. «Impressionou-me a fé daquele povo que se levanta de madrugada para ir à missa, com chuva e frio. Tive o prazer de passar lá a época da Páscoa, e foi para mim uma data muito marcante. A fé daquele povo é impressionante», disse o fotojornalista em Fátima.

 

O profissional registou os diversos momentos que presenciou, o que deu origem à exposição fotográfica «Rostos de Timor», presente no Museu de Arte Sacra e Etnologia (MASE), até ao próximo domingo, 31 de agosto. «Esta exposição foi uma forma que eu tive de homenagear um povo que lutou e sofreu pela liberdade e pela independência. E, acima de tudo, que sempre manteve a língua portuguesa. Nunca esqueceu a sua língua ou origens. E foi também uma forma de fazer lembrar que Timor aconteceu», destacou o fotojornalista.

 

As declarações do profissional foram proferidas na última terça-feira, 26, no âmbito da iniciativa «À conversa com... António Cotrim», promovida pelo Museu de Arte Sacra e Etnologia. O evento contou com a participação dos formandos do Curso de Missiologia, que está a realizar-se no Seminário da Consolata. Entre a audiência estavam várias religiosas timorenses que reconheceram alguns dos lugares fotografados.

 

Aos presentes no espaço museológico dos Missionários da Consolata, António Cotrim explicou que as 24 fotografias expostas pretendem «fazer lembrar que o drama de Timor existiu». «São pessoas com dignidade e que merecem todo o nosso respeito», acrescentou. «Antigamente, quando foi com a situação de Timor, houve manifestações em Lisboa e em quase todo o mundo e de um momento para o outro, após a independência, deixou-se de falar em Timor. Fala-se quando se assinala a independência, que é em setembro, e do resto não se fala mais. Aconteceu», frisou.

 

«Sempre que vou a Timor fico surpreendido. É um país que está a evoluir. Com as poucas coisas que tem está a fazer um trabalho fabuloso», referiu o fotojornalista da agência Lusa, adiantando que o povo timorense «está a aproveitar as oportunidades que tem e a saber colhê-las». «Aprendi muito com eles», concluiu.

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