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Situação centro-africana «deteriora-se»
Texto Miguel Marujo | 02/05/2014 | 17:09
Com milícias rivais cristãs e muçulmanas a alimentarem a violência intercomunitária e espalhando o medo pelo país, ONU pede à comunidade internacional que mantenha promessas em garantir segurança e recursos a centro-africanos

As Nações Unidas avançaram com um pedido à comunidade internacionalpara aliviar a crise e evitar que a República Centro-Africana (RCA) se divida em linhas religiosas, num momento em que milícias rivais cristãs e muçulmanas alimentam violência intercomunitária e espalham o medo pelo país.

 

Acabado de chegar de Boda, uma cidade situada no sul da RCA, John Ging , diretor de operações do gabinete da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), disse que, enquanto a situação no país se está «a deteriorar num ritmo alarmante», a RCA também foi atingida por uma mudança profundamente preocupante nas atitudes das pessoas desde a sua última visita há três meses.

 

«Primeiro e antes do mais, o que temos a fazer é lutar contra o medo que está a atingir a população; [os centro-africanos] estão consumidos pelo medo e pela desesperança e veem grupos armados a conduzirem ataques com impunidade de ambos os lados.»

 

«Quando estive aqui antes, as pessoas dos grupos armados [milicianos ‘anti-Balaka’ ou rebeldes da Séléka] eram identificadas como o problema. Agora, a ideia comum é que são as “comunidades” que estão em falta: cristãos e muçulmanos culpando-se [entre si]. Esta é agora o rosto feio do conflito», avaliou perante jornalistas numa conferência de imprensa, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque (EUA).

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