Fátima
Conselho Permanente da Conferência Episcopal
Bispos portugueses pedem paz para a Ucrânia
Texto Francisco Pedro | 10/03/2014 | 19:51
 Manuel Morujão, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa
Em resposta a um pedido do chefe da Igreja greco-católica ucraniana, o Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa manifestou-se solidário com o povo ucraniano e fez um apelo ao diálogo
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Os bispos que compõem o Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) fizeram esta segunda-feira, 10 de março, um apelo à paz na Ucrânia, pedindo um consenso às partes em conflito através do diálogo e não pela força. A tomada de posição é uma resposta ao pedido do chefe da Igreja greco-católica ucraniana, que enviou uma carta à CEP, solicitando a sua solidariedade para com os problemas e o sofrimento da população.
Na missiva, recebida há uma semana, o líder religioso «falava dos problemas do povo ucraniano» e pedia aos bispos portugueses que não fossem «meros assistentes» do conflito, mas atores no processo de paz. Em resposta, a Igreja Católica fez um apelo à opinião pública para que seja exigido «respeito pela identidade» da população da Ucrânia e que as partes envolvidas cheguem rapidamente a «soluções de consenso», anunciou o porta-voz da CEP, padre Manuel Morujão.
Reunidos em Fátima, os prelados aprovaram ainda um documento, que será transformado em nota pastoral, onde é feito um apelo ao voto nas próximas eleições europeias. «A abstenção é uma arma perigosa que tantas vezes se vira contra quem a usa», alertou o sacerdote, sublinhando que todos devem exercer o seu dever cívico, contribuindo assim para «uma Europa em que o desemprego não seja um mal adiado por soluções que nunca mais chegam, uma Europa aberta de fronteiras e não uma torre forte onde só os grandes podem entrar e uma Europa onde haja diálogo cultural e inter-religioso».
Convidado a fazer um balanço sobre o primeiro ano de pontificado do Papa Francisco, que se comemora quinta-feira, 13 de março, Manuel Morujão sintetizou as opiniões já manifestadas por vários bispos: «Ele tem criado uma onda de solidariedade com os valores da Igreja. Mesmo pessoas que não são crentes, têm visto que o Papa é alguém que pode transmitir valores de paz, de solidariedade e de justiça».
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