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Iniciativa do Instituto Missionário da Consolata
Visita a Auschwitz: «foi um grande choque»
Texto Redação | Foto DR | 20/08/2013 | 07:28
Conhecer o campo de extermínio nazista de Auschwitz-Birkenau, foi, para os jovens portugueses, uma experiência comovente e chocante que motivou uma reflexão «sobre o sofrimento e a maldade humana»
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A visita ao campo de extermínio nazista de Auschwitz-Birkenau, após a participação na peregrinação anual ao Santuário da Virgem Negra de Czestochowa, comoveu e chocou os jovens portugueses, ligados ao Instituto Missionário da Consolata. Depois da visita, João Raposo, de 20 anos, admitiu que «sozinho não iria visitar» aquele local. «Custou falar. Parecia que não tinha vontade de conversar. Senti-me mal», explicou o jovem de Queluz.

 

Raquel Gonçalves, também de 20 anos, confessou que tinha «medo do impacto» ao entrar no campo. «Foi um grande choque», disse a estudante do Porto. Por sua vez, João Campos admitiu que «não estava nada à espera» daquilo que iria encontrar, e Cláudia Duarte referiu que ficou «comovida» com tudo o que viu e ouviu.

 

A visita ao campo de extermínio nazista, na última quinta-feira, 15 de agosto, motivou os jovens e os animadores a realizarem uma celebração eucarística, por «todos os que perderam a vida naquele local». «Fizemos uma reflexão sobre o sofrimento e a maldade humana», destacou o padre João Batista Amâncio.

«Alguns [jovens] chegaram à conclusao de que o nosso sofrimento, durante a caminhada, tinha um sentido: chegar ao Santuário. No entanto, para os presos em Auschwitz, o sofrimento nao tinha sentido algum. Tiveram de sofer e morrer injustamente», acrescentou o sacerdote. No dia seguinte, os jovens portugueses foram visitar Cracóvia, cidade onde acontecerá a próxima Jornada Mundial da Juventude, em 2016. 

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