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Portugal
Jovem vai reforçar o grupo missionário Ondjoyetu
«Sinto-me com coragem»
Texto Juliana Batista | Foto DR | 28/01/2013 | 12:37
Joana Matias está de partida para Angola, onde irá colaborar num projeto que presta apoio a populações desfavorecidas. Ir em missão foi sempre um objetivo desta jovem, que escolheu o curso a pensar na hipótese de realizar uma experiência missionária
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Chama-se Joana Matias e tem 22 anos. Em julho de 2012 concluiu a licenciatura em enfermagem, e atualmente não desempenha nenhuma atividade profissional. No próximo dia 7 de fevereiro, a jovem, residente na Urqueira, Ourém, partirá para a região do Gungo, em Angola. Esta experiência missionária, prevista desde outubro, vai durar quatro meses. Joana, que integra o grupo missionário Ondjoyetu há mais de dois anos, também já pertenceu aos Jovens Sem Fronteiras. Dia 3 de fevereiro realiza-se sua festa de envio.

FÁTIMA MISSIONÁRIA - Que trabalho vai desenvolver com a população do Gungo?
Joana Matias -
Devido à minha formação, vou um pouco mais para a área da saúde. No entanto, não vou como profissional de saúde, vou como missionária, e um missionário é 'pau para toda a obra', o que quer dizer que tenho e quero fazer de tudo um pouco. É difícil precisar o que vou desenvolver, depende da organização do grupo, das atividades que vão sendo planeadas, das necessidades da população, entre outras coisas, mas sinto-me com coragem para enfrentar e realizar o que me for proposto.

 

FM - Partir em missão foi sempre um objetivo?
JM -
Partir em missão sempre foi o objetivo que guiou a minha vida. Acho que desde sempre quis ser missionária. Foi esse objetivo que me fez escolher o curso que tirei e me conduziu em outras situações da minha vida.

 

FM - Neste momento, quais são as suas preocupações e expectativas?
JM –
Tenho receio de não conseguir desempenhar corretamente a missão de Deus, mas sei que Ele não me abandona nunca. Se a missão que eu desempenhar for por Ele e com Ele nunca poderá falhar. Expectativas tenho muitas: conhecer uma cultura diferente, maneiras de encarar a fé e a vida diferente. Espero poder aprender muito com aquele povo e assim crescer quer na fé, quer como pessoa.

 

FM - Trabalhar sem receber um salário preocupa-a?
JM -
Nos tempos que correm, claro que não ter um rendimento é preocupante, mas a minha ida em missão nunca se prendeu com o facto de ter ou não rendimento. Eu parto em missão porque quero dar um pouco do que sou e do que sei em prol dos outros, e não quero receber rendimentos por tal ação.

 

FM - Integrou o grupo missionário Ondjoyetu com o objetivo de conseguir uma experiência missionária fora de Portugal?
JM -
Sim. No entanto, ao inserir-me no grupo, também percebi que mais importante do que ser missionário fora de Portugal, é importante sê-lo na nossa terra, com os nossos vizinhos e amigos, com os necessitados próximos de nós, pois em Portugal cada vez mais há pessoas a necessitar de ajuda, não só material, mas em orações e em testemunhos de fé. É importante ir para fora, mas temos que começar dentro.

 

FM - Como é que a sua família e os seus amigos reagiram à sua decisão?
JM -
A minha família reagiu bem. A minha mãe sempre soube do meu desejo de partir em missão e sempre me incentivou, o meu pai foi um pouco apanhado de surpresa mas aceitou e também me apoia. O meu namorado, apesar de o magoar a minha ida, procurou ao máximo apoiar-me. Os meus amigos também aceitaram e incentivaram-me a ir.

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