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Fátima
Conferência Episcopal Portuguesa
Abolição de feriados nas mãos da Santa Sé
Texto Lucília Oliveira | Foto DR | 28/02/2012 | 10:11
Vai ou não a redução dos feriados entrar em vigor em 2012? Ainda não está certo. Certo, parece estar, o número de feriados civis a abolir, bem como o de festas religiosas sem dia santo
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A questão depende agora da Santa Sé. «Depende da Comissão própria que se reúne nesta ou naquela data e por isso, às vezes, tem um timming mais demorado daquilo que se pensa», explicou o porta-voz da Comissão Episcopal Portuguesa aos jornalistas. Manuel Morujão adiantou que a proximidade do Corpo de Deus, a celebrar 60 dias após a Páscoa, isto é a 7 de junho, pode ser muito próximo com a tomada de decisão e vir a causar algum transtorno.

Por isso, o sacerdote espera que «o governo possa ter isso em atenção». Em causa está a programação «quer a nível pastoral da Igreja (com muitas atividades já calendarizadas desde o ano passado) quer da sociedade civil, concretamente a nível de agências turísticas, de hotéis, de agências de viagens», afirmou Manuel Morujão. No entanto, «se os feriados forem lá para o fim do ano, penso que sim», isto é, poderão já ser aplicados, acrescentou o sacerdote jesuíta.

 

O governo e a Santa Sé estão a negociar a abolição de quatro feriados, dois civis e dois religiosos, ao abrigo da Concordata. O governo pretende a abolição dos feriados de 5 de outubro e de 1 de dezembro, enquanto a Igreja Católica aponta para a extinção do Corpo de Deus (festa móvel) e da Assunção de Nossa Senhora, 15 de agosto. 

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