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Fátima
Curso de missiologia
Cursistas reflectem sobre a Missão nos Actos dos Apóstolos
Texto Cristina Santos | Foto Cristina Santos | 25/08/2011 | 10:19
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«Se a Igreja for jovem, leve e bela, as pessoas hão-de lutar para entrar nela», lembrou António Couto, bispo auxiliar de Braga, aos formandos do curso de missiologia, que decorre em Fátima
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A Missão nos Actos dos Apóstolos foi o tema desenvolvido pelo bispo, António Couto, no segundo dia do curso. Em conjunto com os formandos, analisou várias passagens bíblicas que sugerem mudanças na Igreja actual e constituem desafios para os fiéis. Um trabalho de grupo, proposto pelo prelado, incentivou o debate sobre como está a Igreja e como deve avançar.

 

Das várias intervenções destaca-se a necessidade de romper barreiras, de combater a discriminação da pessoa que segue um caminho diferente. «Ser cristão é ir buscar aquele que está no chão», lembrou uma das cursistas. Outro interveniente ressaltou: «É mais fácil criticar os outros. Se queremos a Igreja bela e jovem temos que a fazer». Um jovem participante focou a importância do amor ao próximo e da compreensão. Se queremos mudar o mundo temos que começar por nós mesmos, defendeu.

 

Depois de ouvir os cursistas, António Couto realçou quatro aspectos, tendo começado pela palavra que mais ouviu durante as intervenções: testemunhar. «É dizer de outra maneira. O cristão por natureza quando «diz» deve dar testemunho daquilo que está a dizer», explicou. Testemunhar é «gerar vida», acrescentou. «Uma palavra dita como testemunho de vida pode fazer nascer um mundo novo». Em segundo lugar, lembrou os quatro pilares da primeira comunidade cristã: ensino, comunhão, fracção e oração.

 

O prelado continuou referindo São Lucas, como um «pintor» que vê beleza em todo o lado. O mundo à luz de Cristo é um mundo belo e de bem; uma pessoa que vê belo e bem mesmo em situações negativas acaba por mudar a situação, explicou aos cursistas. «Os cristãos têm-se esquecido disso» mas é preciso «mudar de táctica», salientou. Por fim, destacou o espírito de partilha e de entreajuda que contraria o «cada um para si» e recordou aos formandos: «Se a Igreja for jovem, leve e bela, as pessoas hão-de lutar para entrar nela».

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