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Fátima
A 13 de Maio na Cova da Iria
Sinais no sol, que interpretação?
Texto Eduardo Santos | Foto Eduardo Santos | 14/05/2011 | 10:23
João Paulo II, beatificado no dia 1 de Maio, foi especialmente lembrado nas cerimónias de ontem, em Fátima. No momento em que foi iniciada a projecção de um filme sobra a sua ligação à Virgem, no céu surgiu uma auréola feita de arco-íris.
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Certamente que os cientistas não terão dificuldade em explicar o fenómeno que se viu ontem na Cova da Iria, contudo a sua interpretação poderá ir mais além se tivermos em conta outros aspectos de cariz espiritual. Façamos uma breve reflexão. Em 13 de Outubro de 1917 houve um acontecimento que Nossa Senhora havia pré-anunciado aos pastorinhos, o milagre do sol, que de facto aconteceu com a finalidade de levar o povo a acreditar na mensagem de Fátima transmitida pela Senhora através dos videntes.

O Papa foi baleado em Roma a 13 de Maio de 1981, fez ontem 30 anos. No ano seguinte visitou o Santuário da Cova da Iria, tendo como motivo principal apresentar o agradecimento à Virgem Maria pela protecção que disse haver recebido. O Papa foi baleado três vezes e afirmou que Ali Agca era um bom atirador e só teria falhado por que a bala foi desviada por intervenção divina. Pormenor não menos importante é que o Papa quando foi atingido segurava uma criança em suas mãos, uma menina de nome Sara Bartoli, a quem nada aconteceu.

 

João Paulo II teve, durante a sua visita a Fátima em 1982, gestos que marcaram inequivocamente a gratidão para com a Senhora. Lembramos os momentos em que, na Capelinha, de joelhos fez as suas orações diante da imagem de Fátima. Mais tarde ofereceu uma das balas com que foi atingido - está encastoada na coroa que a cinge - cujo significado tem o alcance do martírio dos cristãos, segundo a interpretação do "Homem vestido de branco" em relação às palavras atribuídas a Nossa Senhora que Lúcia transmitiu.

 

Foi, o agora beato João Paulo II, que no ano de 2000 presidiu em Fátima à beatificação de Jacinta e Francisco, tendo nessa ocasião legado ao Santuário o primeiro anel do seu pontificado. "Totus Tuus" (Todo teu) era a sua divisa. A entrega a Maria estava concretizada nesta peculiar oferta, cujo alcance terá muito a ver com a sua profunda e conhecida ligação à mensagem de Fátima. Todos os factos apontados nos podem levar a interpretar o fenómeno ocorrido ontem como um sinal da graça divina para com aquele que, enquanto sucessor de Pedro, foi intérprete privilegiado dos desejos de Deus para com a Humanidade.


comentários
dvpinto - 22.Maio.2011, 15H34
Todos os eventos com nuances místicas evocam, direta ou indiretamente, em Portugal, as aparições de Fátima.É natural que assim seja.O misticismo cristão está presente literalmente no sangue do povo. Desde que o Conde de Borgonha teve a aparição de Jesus Cristo,recebendo a garantia da vitória em Ouriques,da posse das terras e de uma tão numerosa descecedência familiar que, de fato, hoje se espalharia por virtualmente todos os continentes, graças aos descobrimentos e povoamentos lusos sob bandeira templária.E está provado que não há possibilidade matemática de se ser português,ou descendente,em qualquer parte do mundo,sem ter o sangue do 1º rei luso(http://agavelar.ccems.pt/matematica/Imprensa/todossomosnobres.htm). Real ou imaginário - ou "imaginário-real" - aquele milagre teve conseqüências positivas fundamentais, drásticas e determinantes na história da humanidade. Especialmente no mundo ocidental. Mas a própria Igreja portuguesa parece tê-lo esquecido desde Alcácer-Quibir, não-obstante o fato de aquele episódio messiânico fundamental ter permanecido bem vivo no imaginário popular,como provam Os Lusíadas de Camões, as Trovas de Bandarra(o sapateiro com estátua em Trancoso). E também a união poderosa na luta pela Restauração da Independência. Já então, tanto o lúcido trovador quanto o maior tribuno dos púlpitos na época,o genial Pe.Antonio Vieira, escaparam por pouco das fogueiras do "Santo Ofício", cujo poder eclesiástico em Portugal, no ocaso da Casa de Aviz, foi exercido sob a responsabilidade daquele que seria também o reponsável pela extinção da própria dinastia, por sua senil incapacidade de assegurar descendência a uma linhagem que nele terminou depois do "encantamento" do sobrinho D.Sebstião, a maior vítima, ironicamente, da generalização de uma das mais graves e desastrosas patologias messiânicas registradas na história da civilização. Assim, no momento em que todos os fundamentalismo vêm sendo afrontados e derrubados em todo o planeta, levando de roldão os absolutimos parasitas associados, parece oportuno rever também, além de Galileu, aquilo que "viram" Joaquim Fiori, Afonso Henriques, Bandarra, Vieira, D.Bosco e Humberto de Campos("Brasil,Coração do Mundo,Pátria do Evangelho").Com a mesma abertura da lente que foi usada nesta tentativa corajosa,também tipicamente lusa,de interpretação de fenômenos astronômicos sob a ótica dos eventos místicos nacionais.
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