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Fátima
A pobreza será inevitável?
O aproveitamento de excedentes poderá chegar para eliminar a pobreza em Portugal
Texto Eduardo Santos | 09/01/2010 | 08:59
Os últimos números da pobreza em Portugal apontam para mais de 20% da população, tendo já em conta as transferências sociais, como pensões ou subsídios estatais

Entre os grupos de risco estão os idosos e as famílias numerosas, sendo afectas a estas um número elevado de crianças. O desemprego, salários baixos e pensões miseráveis, colocam estes grupos em situações muito difíceis.
Fernando Nobre, fundador e presidente da AMI, ainda recentemente no debate do 3º Congresso da Ordem dos Economistas sobre a Nova Ordem Económica, declarou que “combater a pobreza é uma causa nacional”. Mas declarou mais ainda “Se somássemos os que recebem o rendimento social de inserção, os que recebem o complemento solidário para idosos, os que recebem o subsídio disto, e o subsídio daquilo, temos uma pobreza estrutural no nosso país acima dos 40%”.
Perante estes números e aquilo que nos é possível constatar no dia-a-dia, vamos tentar dar um pequeno contributo no sentido da diminuição acentuada da pobreza em Portugal, isto em termos exequíveis e práticos. A pobreza é, antes de mais, uma questão cultural e só depois surge a dicotomia pobreza – riqueza.
Quando o número de pobres é elevado, isso quer dizer que a sociedade e as Leis não funcionam em pleno. Aqui vem à colação a gestão dos governantes e dos privados. O Estado não pode, só por si, resolver o problema da pobreza, mas deve estar atento ao bem-estar dos cidadãos e isso implica a criação de legislação e condições económicas ou outras, para proteger os mais desfavorecidos.
Fábricas, indústrias, comerciantes e produtores poderiam, só por si e sem custos, resolver esta chaga social que é a pobreza. Se não, vejamos. Todos estes sectores vendem os seus produtos, contudo há sempre uma parte que é excedente ou desperdício, seja por defeito ou outros motivos, como por exemplo no que concerne aos produtos alimentares, aqueles que ficam fora de prazo e os que as fábricas ou produtores não conseguem ou podem vender. As grandes superfícies (supermercados) poderiam ter aqui um papel muito importante também.
Então, o que será necessário para por em movimento uma máquina de solidariedade desta ordem? Boa vontade e meios. Criar uma estrutura social, tipo ONG ou outra, que abordasse em todo o país estas entidades produtoras e comerciantes no sentido de as sensibilizar para esta causa. Essa estrutura de voluntariado teria que ter meios de transporte e armazenamento, para a captação e posterior distribuição dos bens alimentares ou de uso pessoal, procurando que eles chegassem aos mais carenciados.
Sabemos que isso implica custos elevados – que não podem ser assacados a quem dá os produtos – mas o Estado, através dos seus organismos e/ou financiamentos adequados, poderia contribuir com meios de transporte (carros afectos ao exército, por exemplo, ou mesmo outros) e serviço de voluntariado recrutado através da Segurança Social (os desempregados a quem atribui subsídios, por exemplo). Quem terá a coragem de dar o primeiro passo?

comentários
Manuel Freitas - 11.Janeiro.2010, 21H59
Se os governantes que tem andado pelos corredores de S. Bento, fossem um pouco bons gerentes, tudo era possível e mais fácil, acontece é que este Pais tem tido muito azar, vejam que o Dr. Mário Soares logo nos primeiros anos anunciou aos portugueses que este pais tinha condições para ter uma democracia, só que nem ele quando esteve nas várias funções, nem os que se lhe seguiram foram capazes de demonstrar capacidade de gerência para que em Portugal se instala-se uma verdadeira democracia, apenas se instalou uma cambada de corruptos que nunca mais deixou o São Bento em paz nem o povo português, a quem deixaram na pura miséria, pior que quando Salazar assumiu o controlo desta Nação, também nessa altura foram os mesmos a enganar o povo português, vejam quantos elementos dos partidos que estiveram nos vários governos, se transformaram em ricos vindos do nada, no espaço de meia dúzia de anos, é esta a democracia oferecida pelos nossos políticos dedicados ao corrupto. 2009-01-11-Manuel Freitas-Baguim do Monte-Gondomar
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