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Coreia do Sul
Governo luta contra baixa de natalidade
Texto Álvaro Pacheco | 23/02/2009 | 12:20
O governo coreano está a considerar a adopção do modelo francês de apoio aos casais, afirmou, que consiste essencialmente no financiamento das despesas relativas aos períodos pré e pós-natal
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A taxa de natalidade francesa atingiu, em 1993, níveis mínimos históricos. Só graças a uma série de medidas políticas, a França conseguiu atingir uma das taxas de natalidade mais altas da Europa. Este modelo francês alicerça-se no apoio maciço que é dado às mães. Os custos relativos à gravidez e pós-nascimento são todos cobertos pelo Estado.
Há ainda apoios a 100 por cento aos casais sem filhos, que procuram engravidar através da fertilização in-vitro. As medidas de apoio mantêm-se durante a infância e adolescência dos filhos. As famílias com duas ou mais crianças recebem entre 120 e 430 euros mensais até que atinjam os 20 anos.
Tais apoios chocam, actualmente, com questões de orçamento. Na actual situação de crise económica, os fundos necessários para implementar este modelo ultrapassa em muito o orçamento inicialmente previsto para o ministério do Bem-Estar e Assuntos da Família. Todavia o ministro Jeon Jae-hee está determinado em avançar com a adopção do modelo: “É absolutamente necessário implementar este modelo no futuro”.
Em 2007, a taxa de natalidade na Coreia era a segunda mais baixa do mundo. Os dados relativos a 2008 mostram que a situação piorou e a tendência é para continuar. A Coreia do Sul arrisca-se a ter uma taxa inferior a um filho por casal.

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